Trabalhar no sofá prejudica coluna? Ortopedistas explicam

calendar_month 16 de fevereiro de 2026 person movisoal

A pandemia acelerou uma tendência que já vinha ganhando força: o trabalho remoto. Com ele, veio a liberdade de escolher o “escritório” – e, para muitos, o sofá ou a cama virou o novo QG. Mas será que essa liberdade, tão celebrada, não está cobrando um preço alto da nossa coluna? Ortopedistas estão batendo na tecla, e é bom a gente prestar atenção.

**O que é?**
Estamos falando da prática de trabalhar em posições não ergonômicas, como sentado ou deitado no sofá, na cama ou em poltronas, usando notebooks, tablets ou smartphones. O que começa como uma “esticadinha” ou um “só por hoje” rapidamente se torna um hábito. A ideia é que, já que não precisamos mais ir ao escritório, podemos trabalhar de onde for mais “confortável”. O problema é que “confortável” nem sempre significa “saudável” para o nosso corpo, especialmente para a coluna vertebral, que é a base de tudo.

**Como funciona?**
A sedução do sofá é inegável. Ele é macio, está ali, e parece o paraíso depois de anos em cadeiras de escritório. No entanto, essa “conforto” é uma armadilha. Ao trabalhar no sofá, geralmente adotamos posturas curvadas, com o pescoço flexionado para baixo, a lombar sem apoio e os braços suspensos ou em posições forçadas. O notebook fica na altura errada, forçando a visão e a cervical. Essa combinação de fatores leva a uma sobrecarga em discos, músculos e ligamentos. Com o tempo, o corpo reclama: surgem dores no pescoço, ombros, lombar, formigamento nos braços e até dores de cabeça tensionais. O que era para ser um alívio vira um convite para problemas como hérnias de disco, tendinites e outras lesões por esforço repetitivo (LER), impactando diretamente nossa qualidade de vida e produtividade.

**Por que importa?**
Para o indivíduo, a resposta é óbvia: saúde e bem-estar. Ninguém consegue ser criativo ou produtivo sentindo dor constante. Ignorar os avisos do corpo é um atalho para um futuro com limitações físicas e tratamentos caros. Para o Mercado Tech, que abraçou o trabalho remoto como um pilar de sua cultura, o tema é crucial. Empresas que não educam seus colaboradores sobre ergonomia ou não incentivam um ambiente de trabalho saudável (mesmo que em casa) podem enfrentar queda na produtividade, aumento de licenças médicas e, a longo prazo, dificuldades em reter talentos. A saúde do colaborador remoto não é um luxo, mas um investimento estratégico. É hora de desmistificar o “trabalho de pijama” e focar em setups que, mesmo em casa, garantam a sustentabilidade da nossa principal ferramenta de trabalho: nosso próprio corpo.

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