A Geração Z, nascida e criada com smartphones na mão e redes sociais como segunda pele, está surpreendendo o mercado ao redescobrir o charme das fotos impressas. Esqueça a galeria infinita do celular por um momento; estamos falando de câmeras instantâneas, filmes descartáveis e álbuns físicos. Essa é a nova onda: a busca pelo tangível em um mundo hiperdigital, um movimento que desafia a lógica da digitalização total e nos faz questionar o que realmente valorizamos em nossas memórias.
Especialistas apontam para uma série de fatores que explicam essa “volta ao passado”. Primeiro, a fadiga digital. Passar horas rolando feeds infinitos, onde cada imagem compete por atenção, pode ser exaustivo. A foto impressa oferece uma pausa, uma experiência mais intencional e menos efêmera. Ela não é apenas vista; é tocada, sentida. Há também a busca por autenticidade. Em um ambiente digital onde tudo é editado, filtrado e curado para a perfeição, a imperfeição e a espontaneidade de uma foto analógica ou impressa se destacam. Ela representa um momento real, sem a pressão do “like” ou do algoritmo. Além disso, a tangibilidade confere um valor emocional e uma permanência que o arquivo digital muitas vezes não tem. Uma foto impressa é um objeto, uma memória física que pode ser compartilhada de mão em mão, em vez de um link. É uma forma de desacelerar e valorizar o momento capturado, transformando-o em um artefato.
Essa tendência não é apenas uma curiosidade nostálgica; ela tem implicações significativas para o mercado de tecnologia. Empresas de câmeras e serviços de impressão estão vendo um ressurgimento, adaptando-se a essa demanda por produtos que combinam a conveniência digital (como apps para imprimir fotos do celular) com a experiência analógica. Isso nos mostra que, mesmo na era da inteligência artificial e da realidade virtual, o valor do físico e do autêntico persiste. A Geração Z, ao abraçar o analógico, está redefinindo o que significa “tecnologia” e “interação”. Eles nos ensinam que a inovação nem sempre significa criar algo totalmente novo, mas também ressignificar e valorizar o que já existe, buscando um equilíbrio entre o digital e o real. É um lembrete de que a tecnologia deve servir à experiência humana, e não o contrário.